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17/08/2017 - Corte de recursos impacta no atendimento da Maternidade Darcy Vargas de Joinville

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Com a diminuição no quadro de funcionários, horário de visitação e número de refeições foram reduzidos e, à noite, só mulheres podem acompanhar a gestante

rescisão do contrato entre a Secretaria de Estado de Saúde e a empresa que prestava serviços terceirizados às unidades de saúde em Santa Catarina gerou mudanças importantes no atendimento da Maternidade Darcy Vargas em Joinville. O horário para visitas e o número de refeições servidas aos acompanhantes das pacientes foram reduzidos. Também houve restrição aos acompanhantes que passam a noite ao lado das mulheres internadas.Leia as últimas notícias sobre Joinville e região no AN.com.brO contrato foi encerrado porque o Estado acumulava dívida de mais de R$ 20 milhões com a prestadora de serviços, segundo informações publicadas pelo jornal Diário Catarinense. Uma nova empresa foi contratada pelo Estado, mas o número de profissionais atendendo nas unidades hospitalares foi reduzido. Na Darcy Vargas, houve o desligamento de dez dos 50 profissionais que trabalhavam para a empresa terceirizada, sendo quatro do setor de nutrição, quatro da limpeza, uma supervisora e um jardineiro.Segundo o diretor da maternidade, Dr. Fernando Marques Pereira, a redução no quadro de funcionários levou a unidade a realizar uma reestruturação interna para continuar dando segurança no atendimento aos pacientes. Ele explica que as mudanças são temporárias e foram definidas pelo grupo gestor da Darcy Vargas. Elas continuarão até que o número de funcionários aumente novamente.Entre as mudanças está a redução de duas horas no horário de visitas. As pacientes podiam receber pessoas das 12 às 16 horas, mas com a reestruturação o período agora se encerra às 14 horas. De acordo com o diretor, como o quadro de funcionários da limpeza diminuiu a alteração foi realizada para que possa ser realizada a limpeza em todos os setores. O número de visitantes continua livre, mas eles precisarão ser mais rápidos para que outras pessoas tenham tempo de ver as pacientes.— É uma questão de se organizar, de ficar menos tempo, até porque é uma visita rápida — explica.Além disso, a maternidade também restringiu o acompanhamento durante a noite apenas para as mulheres. Pereira explica que a presença masculina acaba gerando situações de constrangimento em quartos com mais de um leito. Segundo ele, a restrição também ocorre por questão de limpeza e organização do quarto.— Hoje só podem ficar acompanhantes de sexo feminino ou (homens) em casos específicos em que a assistente social libere. É mais por ser uma situação que impacta na questão de higienização dos quartos — garante.Mudanças também ocorrem na distribuição de refeiçõesOutra mudança que afetará diretamente os acompanhantes é a redução do número de refeições distribuídas durante o dia. Antes do corte de quatro funcionários do setor de nutrição, a maternidade produzia cerca de 1 mil alimentações diariamente. Agora, foi interrompido o fornecimento de café da manhã e almoço para os acompanhantes por causa do corte. Apenas o jantar foi mantido, de acordo com o diretor da unidade, Dr. Fernando Marques Pereira.— Com a redução tivemos que priorizar o atendimento aos pacientes e funcionários para elaboração de refeições — afirma.Segundo ele, as duas refeições foram mantidas apenas para casos especiais em que há necessidade de permanência do acompanhante junto à paciente, como aqueles que moram em outra cidade. Nesses casos são oferecidos também o café da manhã e o almoço. O diretor garante que não houve a interrupção ou desabastecimento de comida em nenhum momento.Pereira diz que o impacto é pequeno porque os pacientes tem rotatividade grande na maternidade, permanecendo em média de dois a três dias. Ele também afirma que em razão da troca de acompanhantes também há a opção deles realizarem as refeições durante o dia fora da Darcy Vargas. Anteriormente, eram produzidos em torno de 30 a 50 cafés da manhã e o mesmo número de almoços por dia.A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou que houve mudança nas refeições oferecidas aos funcionários da maternidade, com a redução na variedade de saladas servidas, de três para uma. Além disso, houve problema com o fornecimento e a maternidade não recebeu pães na última terça-feira. Isso porque a secretaria estadual não havia pago a panificadora que faz a distribuição. De acordo com a SES, no mesmo dia foram pagos R$ 43 mil referentes a três meses de contrato e o fornecimento foi restabelecido.

 

http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2017/08/corte-de-recursos-impacta-no-atendimento-da-maternidade-darcy-vargas-de-joinville-9871981.html

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